Como as empresas podem ganhar com o Foursquare
Com dez milhões de usuários em todo o mundo e investimentos crescentes, o Foursquare mostra seu potencial de ferramenta de marketing. A rede social, baseada em geolocalização e acessada principalmente em smartphones, permite que o relacionamento com o público extrapole o virtual e incentiva os clientes a frequentarem – fisicamente – os estabelecimentos.
O usuário pode compartilhar sua localização fazendo um “check-in” por meio de um aplicativo ou pelo site da ferramenta. Também é possível fazer comentários e acessar a opinião de outras pessoas que fizeram “check-in” no mesmo local, formando uma rede de indicações e gerando exposição gratuita para as marcas.
Uma das grandes sacadas do Foursquare é a usabilidade com dinâmica de game. Distintivos (“badges”) são conquistados à medida que determinados objetivos são alcançados pelo usuário. Por exemplo: quanto mais “check-ins” o usuário fizer, mais pontos ganha e, conforme a assiduidade, pode se tornar prefeito (“mayor”) de um local.
Como as empresas podem faturar? Entrando no jogo, as empresas podem engajar o público a atingir uma “badge” específica. Podem ainda incentivar a competição ao premiar o cliente mais fiel com descontos, a exemplo da rede Starbucks, ou com um tratamento VIP, uma vaga no estacionamento ou uma mesa especial. Um case brasileiro é o dos hotéis Pestana, que presenteiam o cliente que fizer mais “check-ins” com um upgrade na categoria de hospedagem paga.
Promoções mais simples, também conhecidas como “specials”, podem ser o diferencial de uma empresa em relação aos concorrentes. Um pequeno brinde em troca de um “check-in” pode ser o fator decisivo na escolha do cliente, que visualiza uma lista dos estabelecimentos cadastrados nos arredores quando acessa o aplicativo e pode calcular qual oferta é a mais vantajosa.
O Brasil é a próxima aposta do Foursquare, startup que vê o crescimento do serviço no país como “orgânico”. A rede cresce por aqui tão rapidamente quanto o acesso à internet por dispositivos móveis. Todos estão atentos – e a sua empresa?
Fonte: http://www.hsm.com.br/blog/
O usuário pode compartilhar sua localização fazendo um “check-in” por meio de um aplicativo ou pelo site da ferramenta. Também é possível fazer comentários e acessar a opinião de outras pessoas que fizeram “check-in” no mesmo local, formando uma rede de indicações e gerando exposição gratuita para as marcas.
Uma das grandes sacadas do Foursquare é a usabilidade com dinâmica de game. Distintivos (“badges”) são conquistados à medida que determinados objetivos são alcançados pelo usuário. Por exemplo: quanto mais “check-ins” o usuário fizer, mais pontos ganha e, conforme a assiduidade, pode se tornar prefeito (“mayor”) de um local.
Como as empresas podem faturar? Entrando no jogo, as empresas podem engajar o público a atingir uma “badge” específica. Podem ainda incentivar a competição ao premiar o cliente mais fiel com descontos, a exemplo da rede Starbucks, ou com um tratamento VIP, uma vaga no estacionamento ou uma mesa especial. Um case brasileiro é o dos hotéis Pestana, que presenteiam o cliente que fizer mais “check-ins” com um upgrade na categoria de hospedagem paga.
Promoções mais simples, também conhecidas como “specials”, podem ser o diferencial de uma empresa em relação aos concorrentes. Um pequeno brinde em troca de um “check-in” pode ser o fator decisivo na escolha do cliente, que visualiza uma lista dos estabelecimentos cadastrados nos arredores quando acessa o aplicativo e pode calcular qual oferta é a mais vantajosa.
O Brasil é a próxima aposta do Foursquare, startup que vê o crescimento do serviço no país como “orgânico”. A rede cresce por aqui tão rapidamente quanto o acesso à internet por dispositivos móveis. Todos estão atentos – e a sua empresa?
Fonte: http://www.hsm.com.br/blog/
O valor do conhecimento
Essa estória (ou quem sabe história) tem autoria desconhecida e é antiga, mas acho ela sempre atual, então resolvi compartilhar.
Certo empresário estava precisando muito consertar um micro cujo o mesmo valia muito dinheiro e gerava muito lucro para a empresa, após passar raiva e gastar com muitos “entendidos” do assunto, ele acabou encontrando um rapaz que se apresentou para arrumar o problema.
Desconfiado mas já sem saída acabou dando uma chance ao indivíduo, ele olhou a CPU tirou uma chave philips do bolso e apertou um parafuso de uma das placas do micro e arrumou o problema.
Espantado com a agilidade e rapidez da resolução do problema o empresário pergunta: Quanto é o seu seu serviço?
R: R$ 1000,00
Nossa, mil reais por um aperto de parafuso? (querendo dificultar a situação para não ter que pagar tudo isso ele propos: me traga uma nota fiscal espeficicando tudo o que fez aí inclusive a descrição do serviço que, se for convincente, eu lhe pago.
No outro dia chega a nota ao escritório e rapidamente vem a ordem para o pagamento do serviço.
Espantada com a decisão direta do empresário a secretária observa o que havia na nota fiscal:
Descrição do serviço: aperto de parafuso valor ___________R$ 1,00
saber qual parafuso apertar ________R$ 999,00
Total : R$ 1000,00
Moral da estória: cobra-se pelo que se sabe, e não necessariamente pelo que se faz.
Desconfiado mas já sem saída acabou dando uma chance ao indivíduo, ele olhou a CPU tirou uma chave philips do bolso e apertou um parafuso de uma das placas do micro e arrumou o problema.
Espantado com a agilidade e rapidez da resolução do problema o empresário pergunta: Quanto é o seu seu serviço?
R: R$ 1000,00
Nossa, mil reais por um aperto de parafuso? (querendo dificultar a situação para não ter que pagar tudo isso ele propos: me traga uma nota fiscal espeficicando tudo o que fez aí inclusive a descrição do serviço que, se for convincente, eu lhe pago.
No outro dia chega a nota ao escritório e rapidamente vem a ordem para o pagamento do serviço.
Espantada com a decisão direta do empresário a secretária observa o que havia na nota fiscal:
Descrição do serviço: aperto de parafuso valor ___________R$ 1,00
saber qual parafuso apertar ________R$ 999,00
Total : R$ 1000,00
Moral da estória: cobra-se pelo que se sabe, e não necessariamente pelo que se faz.
Publicitários e prostitutas
Costumo postar textos que não são meus. Posso até ser taxado de "clonador" de textos. Mas como escrever melhor sobre assuntos que outros já o fizeram tão bem? Não achei o autor dessa obra - já que todos sites onde vi publicado não indicam o autor - mas se vocês escreveu, PARABÉNS!. E como sempre tenho dificuldade em explicar o que um publicitário faz espero, com este texto altamente elucidativo, deixar mais clara a profissão de publicitário. Vamos lá:
Você recebe para deixar o cliente feliz (igualzinho às prostitutas); seu trabalho sempre vai além do expediente (igualzinho às prostitutas); você acaba fazendo coisas que alguns acham genial, mas você acha idiota (igualzinho às prostitutas); você é mais produtivo à noite (igualzinho às prostitutas); você é recompensado por realizar as ideias mais absurdas do cliente (igualzinho às prostitutas); você é recompensado por sugerir as ideias mais malucas aos seus clientes (igualzinho às prostitutas); seus amigos se distanciam e você só anda com outros iguais a você (igualzinho às prostitutas); quando você trabalha, pode estar de qualquer jeito.
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável (igualzinho às prostitutas). Mas, quando você volta, parece saído do inferno (igualzinho às prostitutas); o cliente quer sempre pagar pouco, mas exige que você faça maravilhas (igualzinho às prostitutas); quando te perguntam no que você trabalha, tem dificuldade para explicar (igualzinho às prostitutas); ninguém quer ter uma filha casada com você. Mas se você vira celebridade, todo mundo quer tirar foto ao seu lado, te convidam pra festas (igualzinho às prostitutas); se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (igualzinho às prostitutas); você sempre acaba fazendo mais do que o combinado inicialmente (igualzinho às prostitutas).
Finalmente, todo dia você diz: Não vou passar o resto da vida fazendo isso! (igualzinho às prostitutas). Acho que esse meu lado "prostituta" fala mais alto, porque a verdade é que eu não quero parar de fazer isso.
Sou apaixonado por aquilo que faço. Nossa área é altamente competitiva por que, mais do que bons profissionais, ela é recheada de profissionais "apaixonados". E, diferentemente das prostitutas, a gente, sendo remunerado ou não, acaba fazendo o trabalho com o mesmo tesão.
Nós, diferentemente das prostitutas, temos que agradar a vários (dono da empresa, mulher do dono da empresa, filhos do dono da empresa, tia do dono da empresa, a tia que serve cafezinho na empresa) ao mesmo tempo, mas só recebemos de um. Prestamos o serviço na hora, mas recebemos muito tempo depois. Quando recebemos. Mas, igualzinho às prostitutas, a gente não tem lá muita vergonha na cara e fica inventando um monte de desculpas para explicar por que a gente está "nessa". A verdade é: a gente adora essa vida.
Você recebe para deixar o cliente feliz (igualzinho às prostitutas); seu trabalho sempre vai além do expediente (igualzinho às prostitutas); você acaba fazendo coisas que alguns acham genial, mas você acha idiota (igualzinho às prostitutas); você é mais produtivo à noite (igualzinho às prostitutas); você é recompensado por realizar as ideias mais absurdas do cliente (igualzinho às prostitutas); você é recompensado por sugerir as ideias mais malucas aos seus clientes (igualzinho às prostitutas); seus amigos se distanciam e você só anda com outros iguais a você (igualzinho às prostitutas); quando você trabalha, pode estar de qualquer jeito.
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável (igualzinho às prostitutas). Mas, quando você volta, parece saído do inferno (igualzinho às prostitutas); o cliente quer sempre pagar pouco, mas exige que você faça maravilhas (igualzinho às prostitutas); quando te perguntam no que você trabalha, tem dificuldade para explicar (igualzinho às prostitutas); ninguém quer ter uma filha casada com você. Mas se você vira celebridade, todo mundo quer tirar foto ao seu lado, te convidam pra festas (igualzinho às prostitutas); se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (igualzinho às prostitutas); você sempre acaba fazendo mais do que o combinado inicialmente (igualzinho às prostitutas).
Finalmente, todo dia você diz: Não vou passar o resto da vida fazendo isso! (igualzinho às prostitutas). Acho que esse meu lado "prostituta" fala mais alto, porque a verdade é que eu não quero parar de fazer isso.
Sou apaixonado por aquilo que faço. Nossa área é altamente competitiva por que, mais do que bons profissionais, ela é recheada de profissionais "apaixonados". E, diferentemente das prostitutas, a gente, sendo remunerado ou não, acaba fazendo o trabalho com o mesmo tesão.
Nós, diferentemente das prostitutas, temos que agradar a vários (dono da empresa, mulher do dono da empresa, filhos do dono da empresa, tia do dono da empresa, a tia que serve cafezinho na empresa) ao mesmo tempo, mas só recebemos de um. Prestamos o serviço na hora, mas recebemos muito tempo depois. Quando recebemos. Mas, igualzinho às prostitutas, a gente não tem lá muita vergonha na cara e fica inventando um monte de desculpas para explicar por que a gente está "nessa". A verdade é: a gente adora essa vida.
O limite das redes sociais, por Marcello Vernet de Beltrand*
Quando, nos anos 70, ainda não existiam gurus no mundo dos negócios, Herbert Simon, brilhante pensador de organizações, escreveu que a racionalidade é limitada, frustrando os que supunham que o homem pudesse, à luz do cérebro desenvolvido, dar conta de múltiplas operações cognitivas, simbólicas e afetivas. Ouvimos, enxergamos e pensamos limitadamente – eis o fato escancarado por Simon! Na verdade, ele abrira caminho para outro pensador surfar nas ondas do limite humano, o americano Malcolm Gladwell, autor de O Ponto da Virada, sujeito grifado no mercado editorial da literatura de negócios.
Gladwell revela alguns achados. Por exemplo, que o homem pode identificar apenas seis tipos diferentes de som ao mesmo tempo – além disso, a percepção embaralha. O mesmo vale para visão, olfato e audição, artefatos limitados da raça. Ou seja, não vemos, cheiramos e ouvimos tudo aquilo que supomos. Essas são restrições naturais dos humanos, aquilo que a psicologia cognitiva apontou como capacidade de canal. Nessa linha, uma das explicações oferecidas é que o homem e os primatas possuem uma parte do cérebro (neocórtex) com tamanho maior do que o de outros mamíferos. O estudo concluiu que isso se deve ao tamanho dos grupos.
Os antropólogos teriam inferido que existe um número simbólico de 150 relações de que um indivíduo pode dar conta, o que limita, por exemplo, a capacidade de cultivar amigos. No máximo poderíamos tecer, cuidar e alimentar até 15 amizades. Mais do que isso, haverá uma sobrecarga que o cérebro, coitado, não tem competência para gerir. Assim, se alguém pertence a um grupo de 15 amigos, terá de gerenciar relacionamentos com 14 deles, sem falar nas 190 conexões derivadas dessa rede. Segundo o estudo, isso é incompatível com o tamanho do cérebro. O máximo que se pode gerenciar são 150 relacionamentos – fruto das tais 15 amizades. A propósito, antropólogos apontam que os membros de tribos caçadoras primitivas de várias regiões do mundo chegam próximo a 150 integrantes e que o total de soldados numa unidade militar fica nesse parâmetro também... há séculos.
Os dados revelados por Gladwell definitivamente não são uma boa notícia para o mundo em que vivemos, marcado por gigantescas redes de contatos, em especial para a turma da geração Y, hoje na faixa dos 25 anos. Ao navegar nas redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin e Twitter frequentemente deparamos com gente que ostenta com orgulho as cifras de suas conexões: 200, 300, 400, até 600 contatos.
Mas, afinal, o que pode explicar o limite de uma rede social desse porte? Eu não sei o que Gladwell responderia, mas imagino que uma das explicações aceitáveis deriva de um fato simples: conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente.
*Jornalista, mestre em Administração
Gladwell revela alguns achados. Por exemplo, que o homem pode identificar apenas seis tipos diferentes de som ao mesmo tempo – além disso, a percepção embaralha. O mesmo vale para visão, olfato e audição, artefatos limitados da raça. Ou seja, não vemos, cheiramos e ouvimos tudo aquilo que supomos. Essas são restrições naturais dos humanos, aquilo que a psicologia cognitiva apontou como capacidade de canal. Nessa linha, uma das explicações oferecidas é que o homem e os primatas possuem uma parte do cérebro (neocórtex) com tamanho maior do que o de outros mamíferos. O estudo concluiu que isso se deve ao tamanho dos grupos.
Os antropólogos teriam inferido que existe um número simbólico de 150 relações de que um indivíduo pode dar conta, o que limita, por exemplo, a capacidade de cultivar amigos. No máximo poderíamos tecer, cuidar e alimentar até 15 amizades. Mais do que isso, haverá uma sobrecarga que o cérebro, coitado, não tem competência para gerir. Assim, se alguém pertence a um grupo de 15 amigos, terá de gerenciar relacionamentos com 14 deles, sem falar nas 190 conexões derivadas dessa rede. Segundo o estudo, isso é incompatível com o tamanho do cérebro. O máximo que se pode gerenciar são 150 relacionamentos – fruto das tais 15 amizades. A propósito, antropólogos apontam que os membros de tribos caçadoras primitivas de várias regiões do mundo chegam próximo a 150 integrantes e que o total de soldados numa unidade militar fica nesse parâmetro também... há séculos.
Os dados revelados por Gladwell definitivamente não são uma boa notícia para o mundo em que vivemos, marcado por gigantescas redes de contatos, em especial para a turma da geração Y, hoje na faixa dos 25 anos. Ao navegar nas redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin e Twitter frequentemente deparamos com gente que ostenta com orgulho as cifras de suas conexões: 200, 300, 400, até 600 contatos.
Mas, afinal, o que pode explicar o limite de uma rede social desse porte? Eu não sei o que Gladwell responderia, mas imagino que uma das explicações aceitáveis deriva de um fato simples: conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente.
*Jornalista, mestre em Administração
O limite das redes sociais
por Marcello Vernet de Beltrand*
Quando, nos anos 70, ainda não existiam gurus no mundo dos negócios, Herbert Simon, brilhante pensador de organizações, escreveu que a racionalidade é limitada, frustrando os que supunham que o homem pudesse, à luz do cérebro desenvolvido, dar conta de múltiplas operações cognitivas, simbólicas e afetivas. Ouvimos, enxergamos e pensamos limitadamente – eis o fato escancarado por Simon! Na verdade, ele abrira caminho para outro pensador surfar nas ondas do limite humano, o americano Malcolm Gladwell, autor de O Ponto da Virada, sujeito grifado no mercado editorial da literatura de negócios.
Gladwell revela alguns achados. Por exemplo, que o homem pode identificar apenas seis tipos diferentes de som ao mesmo tempo – além disso, a percepção embaralha. O mesmo vale para visão, olfato e audição, artefatos limitados da raça. Ou seja, não vemos, cheiramos e ouvimos tudo aquilo que supomos. Essas são restrições naturais dos humanos, aquilo que a psicologia cognitiva apontou como capacidade de canal. Nessa linha, uma das explicações oferecidas é que o homem e os primatas possuem uma parte do cérebro (neocórtex) com tamanho maior do que o de outros mamíferos. O estudo concluiu que isso se deve ao tamanho dos grupos.
Os antropólogos teriam inferido que existe um número simbólico de 150 relações de que um indivíduo pode dar conta, o que limita, por exemplo, a capacidade de cultivar amigos. No máximo poderíamos tecer, cuidar e alimentar até 15 amizades. Mais do que isso, haverá uma sobrecarga que o cérebro, coitado, não tem competência para gerir. Assim, se alguém pertence a um grupo de 15 amigos, terá de gerenciar relacionamentos com 14 deles, sem falar nas 190 conexões derivadas dessa rede. Segundo o estudo, isso é incompatível com o tamanho do cérebro. O máximo que se pode gerenciar são 150 relacionamentos – fruto das tais 15 amizades. A propósito, antropólogos apontam que os membros de tribos caçadoras primitivas de várias regiões do mundo chegam próximo a 150 integrantes e que o total de soldados numa unidade militar fica nesse parâmetro também... há séculos.
Os dados revelados por Gladwell definitivamente não são uma boa notícia para o mundo em que vivemos, marcado por gigantescas redes de contatos, em especial para a turma da geração Y, hoje na faixa dos 25 anos. Ao navegar nas redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin e Twitter frequentemente deparamos com gente que ostenta com orgulho as cifras de suas conexões: 200, 300, 400, até 600 contatos.
Mas, afinal, o que pode explicar o limite de uma rede social desse porte? Eu não sei o que Gladwell responderia, mas imagino que uma das explicações aceitáveis deriva de um fato simples: conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente.
*Jornalista, mestre em Administração
Quando, nos anos 70, ainda não existiam gurus no mundo dos negócios, Herbert Simon, brilhante pensador de organizações, escreveu que a racionalidade é limitada, frustrando os que supunham que o homem pudesse, à luz do cérebro desenvolvido, dar conta de múltiplas operações cognitivas, simbólicas e afetivas. Ouvimos, enxergamos e pensamos limitadamente – eis o fato escancarado por Simon! Na verdade, ele abrira caminho para outro pensador surfar nas ondas do limite humano, o americano Malcolm Gladwell, autor de O Ponto da Virada, sujeito grifado no mercado editorial da literatura de negócios.
Gladwell revela alguns achados. Por exemplo, que o homem pode identificar apenas seis tipos diferentes de som ao mesmo tempo – além disso, a percepção embaralha. O mesmo vale para visão, olfato e audição, artefatos limitados da raça. Ou seja, não vemos, cheiramos e ouvimos tudo aquilo que supomos. Essas são restrições naturais dos humanos, aquilo que a psicologia cognitiva apontou como capacidade de canal. Nessa linha, uma das explicações oferecidas é que o homem e os primatas possuem uma parte do cérebro (neocórtex) com tamanho maior do que o de outros mamíferos. O estudo concluiu que isso se deve ao tamanho dos grupos.
Os antropólogos teriam inferido que existe um número simbólico de 150 relações de que um indivíduo pode dar conta, o que limita, por exemplo, a capacidade de cultivar amigos. No máximo poderíamos tecer, cuidar e alimentar até 15 amizades. Mais do que isso, haverá uma sobrecarga que o cérebro, coitado, não tem competência para gerir. Assim, se alguém pertence a um grupo de 15 amigos, terá de gerenciar relacionamentos com 14 deles, sem falar nas 190 conexões derivadas dessa rede. Segundo o estudo, isso é incompatível com o tamanho do cérebro. O máximo que se pode gerenciar são 150 relacionamentos – fruto das tais 15 amizades. A propósito, antropólogos apontam que os membros de tribos caçadoras primitivas de várias regiões do mundo chegam próximo a 150 integrantes e que o total de soldados numa unidade militar fica nesse parâmetro também... há séculos.
Os dados revelados por Gladwell definitivamente não são uma boa notícia para o mundo em que vivemos, marcado por gigantescas redes de contatos, em especial para a turma da geração Y, hoje na faixa dos 25 anos. Ao navegar nas redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin e Twitter frequentemente deparamos com gente que ostenta com orgulho as cifras de suas conexões: 200, 300, 400, até 600 contatos.
Mas, afinal, o que pode explicar o limite de uma rede social desse porte? Eu não sei o que Gladwell responderia, mas imagino que uma das explicações aceitáveis deriva de um fato simples: conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente.
*Jornalista, mestre em Administração
Fotografia e vídeo de produto
Você acha que é barbada fazer foto e vídeo de produto??? Dá uma olhada.
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